Academia das Letras

Poemas – Aluna de Letras Marcely Monteiro

Fountain pen

Avareza

Foste erguida com sangue e mentira
O cimento do teu palácio é desonra,
O suor dos trabalhadores é lixo e vergonha,
Os proprietários foram calçados com falsa vanglória
Há em seus olhos um desejo
maligno de conquista.
Façamos uma vaquinha nacional
com nossos impostos!
Compraremos os caprichos desse mundo
E os lustres dos seus condomínios.

 

 

Descobrimento

Ontem meus lábios sussurraram um nome,
Hoje acordei com os gritos deles.
Teimosos, eles batem o pé
E criam um complô com meu corpo inteiro.
Atormentam-me de qualquer maneira.
Porque sabem que bem lá no fundo
Compartilhamos o mesmo desejo.
Desvelar o que está velado
É tornar público o sentimento.
Que insistente, teimoso e calado
Quer se dar por descoberto.
Descobrimento.

 

Enfim, a hipocrisia

No princípio achei-te besta
Não fiz muito caso de ti
E parecias incongruente

Em seguida achei-te admirável
Olhei bem para dentro de ti
Procurando, consciente e confusa, validar minha observação…

Depois e agora acho-te uma maravilha
Besta? Que nada!
Quero mais é poder tocar teu rosto com carinho
E que você seja meu namorado e amigo

Marcely Monteiro

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