Academia das Letras

Poema – Por Vitória Brown

Chuva

Cai, cai, como uma pesada gota,

mas nessa queda fui muito transparente,

como sempre. Porém, dessa vez, fria…

Claro, no verão posso ser quente como uma febre.

 

Fico conhecida segundo as tradições,

uns podem dizer que os deixo satisfeitos,

outros não reconhecem o meu efeito. 

Contudo, posso ser, sim, vista como uma bênção.

 

Já dei banho em crianças sem ser “babá”,

já ouvi reclamações mesmo sem ser má,

como também já transbordei o mar.

 

 

Não tenho voz, mas tenho som;

não me reconhecem, mas tenho o dom,

o de molhar a terra no inverno ou no verão.

 

Você pode detestar-me, mas também apreciar-me.

Só sei molhar, porém, além do seu olhar,

posso fazer muita falta.

Todavia não vou lhe implorar,

pois há gente que me nota. 

 

Posso ser calma ou violenta,

chuva branda ou uma tormenta,

mas garanto a vocês que, se fossem como eu,

seriam mais felizes.

Poderiam regar a terra e só matariam a sede.

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